A segurança do pessoal é uma prioridade e a indústria deve permanecer focada na minimização do risco à sua força de trabalho.
Os riscos podem ser significativamente reduzidos através de programas de treinamento adequados.
Eles ajudam a conscientizar e estabelecem novos padrões e expectativas para a indústria, bem como oferecem uma perspectiva maior sobre os riscos e dão aos participantes a oportunidade de aprender as melhores práticas.
Em tempos de dificuldade econômica, os orçamentos inevitavelmente ficam comprometidos e o treinamento é uma das primeiras áreas a serem minadas quando as empresas procuram cortar gastos. No entanto, com o foco na segurança cada vez maior, o treinamento eficaz deve estar no centro de todas as necessidades da empresa.
Ao invés de cortar o orçamento, o treinamento deve ser visto como um importante elemento de desenvolvimento pessoal em direção às práticas de trabalho mais seguras. O treinamento de alta qualidade e a implantação efetiva dos procedimentos de segurança podem ser a diferença entre o sucesso e fracasso de uma operação.
Disposições de evacuação adequadas são essenciais para assegurar a preparação para cenários de emergência. A abordagem para a gestão de emergências pode variar, mas é indiscutível a importância da indústria fazer isso corretamente.
Uma boa notícia é que o aumento da conscientização da indústria e de treinamentos, juntamente com a melhoria da tecnologia, estão trazendo novas ferramentas muito importantes à disposição dos responsáveis por dirigir as operações de emergência. Se essas opções forem reconhecidas e implementadas corretamente e a indústria se preparar para uma série de cenários de emergência, os riscos para os trabalhadores devem ser consideravelmente reduzidos.
Fonte: Revista Oilfield Technology/ outubro 2012
Quando o assunto de novas instalações vs debottlenecking surge, a decisão depende de uma variedade de fatores, como o período de tempo permitido, o tamanho do aumento da capacidade, o espaço da planta disponível, permissões, cronograma de construção e disponibilidade de capacidade, e, é claro, de capital e custos de inatividade.
Muitas unidades construídas antes de 1985 foram projetadas com grandes margens de projeto e poderiam ser mais facilmente renovadas para capacidades mais elevadas do que as unidades construídas nos últimos 20 anos, que foram projetadas com margens muito apertadas.
Há duas opções possíveis a serem consideradas: construir uma unidade menor para trabalhar em paralelo com as instalações existentes, ou construir uma maior unidade e retirar a unidade existente.
Uma vantagem de construir uma unidade paralela é a maior segurança, devido à maior flexibilidade operacional quando uma das unidades está desligada para manutenção. Por outro lado, os custos de operação para duas unidades pequenas provavelmente excederá os custos para uma unidade de maiores dimensões.
Há alguns benefícios potenciais em construir uma nova unidade:
• Menos interrupções das operações existentes durante a construção
• Menores perdas de produção se a rotatividade é prorrogada.
• O projeto-base vai aumentar a segurança durante a construção, uma vez que elimina a rotatividade da construção em uma unidade em operação. A permissão para trabalho será simplificada e a produtividade da construção será maior.
• Mais opções de tecnologia estão disponíveis. O projeto não está preso à configuração e condições de projeto da unidade original. Maior eficiência energética e projetos no estado-da-arte podem ser usados.
• O desenho ótimo reduz o custo de capital.
• Recursos globais de engenharia podem ser usados.
Para projetos novos, os engenheiros começam a partir de uma área limpa e têm mais opções, enquanto que os de engenharia para revamp são como engenharia reversa e envolvem geralmente um esforço significativamente mais complexo e tedioso devido às restrições do uso de equipamentos, tubulação e instrumentação existentes . O novo projeto deve se encaixar com o equipamento existente e com os projetos originais. .
Fazer o revamp de uma unidade já existente para uma maior capacidade é muitas vezes uma abordagem de custo-benefício paraganhar capacidade incremental, e é frequentemente a opção com o menor custo de capital. No entanto, é fácil subestimar os custos iniciais de um projeto de revamp, principalmente se o estado e capacidade dos equipamentos existentes não são bem conhecidos.
Além disso, para o mesmo nível de engenharia, a precisão do custo estimado para um projeto de debottlenecking será muito menor devido às incertezas associadas ao projeto-base e aos possíveis problemas inesperados durante a construção. Estimativas envolvendo debottlenecking devem incluir uma contingência realista que considere essas incertezas.
Outras vantagens potenciais para fazer o revamp de uma unidade são:
• Cronogramas possivelmente mais curtos, se reutilizar equipamentos;
• Menos espaço total do terreno necessário
• Pode fazer melhor uso da infra-estrutura existente para utilidades, tubulações, etc
Opções de revamp devem ser consideradas no início e com analise e criterios suficiente para evitar o excesso de otimismo que pode levar a subestimar a extensão e complexidade do projeto, o que pode fazer com que o custo e cronograma aumentem significativamente mais tarde.
Uma abordagem sensata é fazer um estudo conceitual comparando as alternativas e determinar o escopo e custo de capital prováveis. Esses cenários devem ser estudados por uma equipe de engenharia devidamente qualificada.
Fonte: Revista Hydrocarbon Processing/ Abril 2013
Os riscos provocados pelo desenvolvimento tecnológico têm aumentado a incidência de eventos catastróficos e de perdas associadas, que podem ser de ordem material, de interrupção de negócios, humanas ou ambientais, e provocam grandes danos à imagem das empresas e perdas onerosas para companhias de seguro e resseguro. Na teoria de riscos de engenharia, o objetivo é, ao longo do tempo, obter um valor ótimo para as partes (seguradora e segurada).
O gerenciamento de riscos por parte do segurado não somente melhora a segurança do seu sistema, mas também reduz tanto a probabilidade de ocorrência de cenários acidentais quanto a gravidade dos sinistros associados a esses cenários. A forma mais simples de se fazer isso é por meio de listas de verificação ou de inspeção, técnica normalmente empregada pelas companhias de seguro. No entanto, a quantificação de riscos torna-se necessária para grandes riscos e geralmente é solicitada por algumas resseguradoras.
O caso GASMIG – Companhia de Gás de Minas Gerais
Diversos estudos de análise de riscos (EAR) e Programas de Gerenciamento de Riscos (PGR) foram desenvolvidos para a GASMIG. Em função desses estudos e sistemas implementados, foi feita outra proposta de gerenciamento de riscos da rede de gás natural.
Assim, um relatório de Prevenção e Controle de Perdas foi elaborado. Ele quantificou a redução da freqüência de ocorrência do risco pela aplicação das medidas de gerenciamento introduzidas, levando a uma redução da freqüência de ocorrência dos cenários (prevenção) e da vulnerabilidade em 47% (plano de ação de emergência).
O estudo foi levado pela seguradora até o IRB, resultando na redução do prêmio do seguro de responsabilidade civil, proporcionando uma reavaliação do prêmio do seguro e a redução de aproximadamente 40 % de seu valor para a GASMIG.
Por outro lado, também do ponto de vista da seguradora, significou uma redução da probabilidade de perdas associadas, chegando-se assim a um denominador comum negociado entre as partes, com uma clara relação “ganha-ganha”.
Qualquer sistema é passível de uma avaliação deste tipo, que oferece diversas vantagens:
- Para o segurado: permite verificar se o prêmio do seguro e o limite indenizatório estão de acordo com seus cenários acidentais e o gerenciamento de riscos existente na empresa.
- Para a seguradora: permite saber se ela está vendendo um seguro para o segurado ou se ela está sendo contratada para pagar um sinistro no próximo ano, o que lhe permitirá ter subsídio para obrigar o segurado a tomar medidas de gerenciamento para a redução do risco até valores financeiramente convenientes.
- Para a resseguradora: permite saber que a avaliação de prevenção de perdas foi feita com base metodológica e não com base em tabelas nem sempre aplicáveis.
Fonte: Hazards consultancy
O Building Information Modelling (BIM) é um processo inteligente baseado em um modelo de desenho que acrescenta valor em todo o ciclo dos projetos de construção e de infraestrutura.
Algumas pessoas pensam que o BIM é apenas uma nova variedade de software. Na verdade, ele consiste em um processo que depende de modelos ricos em informação, oferecendo planos, desenhos, construção e gerenciamento da construção de maneira mais eficiente.
O BIM oferece uma nova forma de trabalho aos serviços de arquitetura, engenharia e construção, criando desenhos com objetos inteligentes. Independentemente de quantas vezes o desenho mude, ou de quem fizer a alteração, os dados permanecem consistentes, coordenados e mais precisos. Os fluxos de trabalho são mais eficientes, o que dá a todos uma visão mais clara do projeto e aumenta a capacidade de tomar decisões informadas mais rápido.
Talvez a maior mudança no processo tenha a ver com a arte do desenho. As representações não são mais desenhos 2D, e sim modelos digitais em 3D. Embora o uso da ferramenta do BIM tenda a aumentar o nível de esforço nos níveis iniciais do projeto, ele acelera o processo de produção no final e, mais importante, resulta em maior qualidade, construções mais sustentáveis e com menos necessidade de mudanças no projeto durante a fase de construção.
Os times do projeto também podem usar a informação contida nos modelos para desempenhar uma variedade de tarefas complementares, incluindo análise energética ou ambiental, visualização, simulação da construção e melhora da precisão da documentação.
O BIM oferece vários benefícios para as firmas: aprovações de projetos mais rápidas, resultados mais previsíveis, desenho sustentável, serviços de análises e melhor colaboração e compartilhamento de informações para projetos integrados.
Os planejadores podem escolher locais ideais. Os arquitetos podem produzir desenhos mais precisos, com menos erros e desperdícios e maior alinhamento com a visão do proprietário. Os engenheiros podem aumentar a coordenação com os arquitetos e outras disciplinas de engenharia, melhorando a confiança e segurança dos projetos. Os contratantes podem estar seguros de que os problemas da construção são identificados precocemente, tornando as mudanças menos custosas. Por fim, os proprietários serão capazes de usar os modelos no futuro como base para ampliação das instalações e para o programa de gestão de ativos.
Fonte: Autodesk. Realizing the benefits of BIM. Disponível em: http://images.autodesk.com/adsk/files/2011_realizing_bim_final.pdf
Uma tubulação corroída rompeu, provocando um incêndio e uma nuvem de vapor na refinaria de Richmond, próximo a São Francisco. A queima durou horas, criando uma coluna de fumaça densa e preta sobre a Baía de São Francisco e fazendo com que cerca de 15.000 residentes na área tivessem que ser hospitalizados devido a problemas oculares e respiratórios.
O Conselho de Segurança Química (Chemical Safety Board) dos EUA, uma entidade independente que investiga acidentes industriais, disse que os inspetores alertaram a empresa, em um relatório interno em 2009 e através de um boletim em 2010, que a corrosão poderia provocar uma ruptura da tubulação com uma “falha catastrófica”, mas a empresa não tomou nenhuma medida.
Investigadores do Conselho encontraram um alto teor de enxofre no petróleo bruto que percorria a refinaria, corroendo as tubulações mais rápido. A porcentagem de enxofre aumentou quase 85% entre 1984 e 2012.
O Conselho recomendou que a empresa responsável contratasse uma equipe de especialistas para revisar suas refinarias e identificar equipamentos danificados, e que os legisladores da Califórnia e autoridades locais em Richmond tornassem os regulamentos de segurança para as refinarias de petróleo mais rigídos.
“Nossas descobertas e recomendações são direcionadas imediatamente ao acidente na área da Baía, mas acreditamos que eles se aplicam a todas as refinarias, fábricas de produtos químicos e indústria em geral”, disse o presidente do Conselho.
A Administração da Segurança Ocupacional e da Saúde do Estado, que também investigou o incidente, cobrou em janeiro cerca de US $ 1 milhão em multas contra a empresa responsável, depois de processá-la com 25 violações de segurança no local de trabalho.
Fonte: HP News Services
Veja neste vídeo como identificar emissões fugitivas:
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